Índice de Sharpe
O índice de Sharpe mede o retorno obtido por unidade de risco assumido, usando o desvio-padrão dos retornos como medida de risco. Serve para comparar estratégias que rendem parecido com sustos muito diferentes. Fazer essa conta agora: como medir o próprio desempenho
Fórmula e leitura
Sharpe = (retorno médio da carteira − taxa livre de risco) ÷ desvio-padrão dos retornos. Aplicado a retornos diários, costuma-se anualizar multiplicando por raiz de 252, o número aproximado de pregões no ano. Leituras usuais: abaixo de 1 é fraco, entre 1 e 2 é aceitável, acima de 2 é bom e acima de 3 merece desconfiança antes de comemoração.
Duas contas que fecharam o ano com 30% podem ter Sharpe 0,8 e 2,4. A segunda chegou lá com oscilação muito menor — e é a única das duas que o trader consegue repetir sem abandonar o processo no meio do caminho.
Limitações que importam
O Sharpe pune oscilação para cima e para baixo igualmente, o que penaliza estratégias com ganhos raros e enormes. Ele também pressupõe distribuição bem comportada dos retornos, coisa que operação alavancada com venda de volatilidade não tem: o índice fica lindo até o dia em que não fica.
Para uso prático, calcule sobre uma amostra de pelo menos alguns meses, compare sempre com o Sortino — que só pune a oscilação negativa — e nunca troque de estratégia por causa de uma diferença de décimos.